Todas as Publicações dos Clubes

Jornalista Por Um Dia | João Vitor de Andrade Lima

A situação vivida atualmente no Afeganistão provocou cenas dramáticas que viajaram o mundo nos noticiários. Desde crianças sendo jogadas por cima de muros para garantir sua segurança, pessoas desesperadas tentando se segurar na fuselagem de aviões de potências ocidentais e literalmente caindo do céu, até relatos de execuções conduzidas pelos rebeldes que espalham o terror pelo país. A única certeza que se tem, em meio a tantas más notícias, é que o mundo assiste, atônito, ao que se tornou a crise humanitária do século.   O Afeganistão, país montanhoso localizado na Ásia Central, é profundamente ligado à tradição e aos costumes. Inicialmente governado por líderes tribais e chefes de família, como a dinastia Hotaki, o país tornou-se um importante palco de disputas geopolíticas durante o século XIX, e foi transformado em Estado tampão (isto é, um Estado localizado entre duas potências, o Reino Unido e sua presença na Índia e Paquistão, e a Rússia e suas repúblicas soviéticas) durante esse período. Após duas guerras contra o Império Britânico, o Afeganistão por fim recuperou o controle de suas fronteiras e política externa com a assinatura do Tratado de Rawalpindi, em 1919, depois de emergir vitorioso da Terceira Guerra Anglo-afegã.   Um período de relativa normalidade foi situado entre o fim da Terceira Guerra Anglo-afegã e o ano de 1978. Apesar do crescimento da influência da União Soviética socialista e a diminuição da presença ocidental na região com a perda de importantes possessões coloniais britânicas, o país havia conquistado um relativo grau de independência e mantia-se firme na frágil balança da Guerra Fria. Isso até a revolução marxista de 1978 e a eclosão de uma guerra civil entre forças governamentais apoiadas pela URSS e os rebeldes mujahideen, apoiados pelo governo dos EUA. A guerra civil entre tais forças é essencial para o entendimento da situação atual do país, visto que os grupos rebeldes, após emergirem vitoriosos, posteriormente se organizaram para formar a organização que hoje é conhecida como Talibã.   Engana-se quem pensa que os Estados Unidos invadiram o Afeganistão nos anos 2000 por conta dos abusos praticados por um governo liderado pelo Talibã. Diversas violações de direitos humanos fundamentais, e a completa ausência de direitos femininos no país eram rotineiros e a comunidade internacional fazia vista grossa para as mesmas. A invasão do Afeganistão por tropas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se deu pela recusa dos líderes do Talibã em entregarem o terrorista Osama Bin Laden, responsável pelos ataques de Onze de Setembro. Nesse contexto, utilizando-se de amplos poderes concedidos pelo Congresso Americano para a luta da Guerra ao Terror, o presidente americano George W. Bush invadiu o país sem nunca formalmente declarar guerra.   Depois de três presidentes americanos, do investimento de mais de 2 trilhões de dólares e da perda de centenas de milhares de vidas, o presidente Joe Biden anunciou a retirada de toda a presença militar americana do Afeganistão, cumprindo um tratado assinado pela administração do presidente Donald Trump, e encerrando, nas palavras dele, “a mais longa guerra dos Estados Unidos”. Depois de 20 anos de presença armada, as potências ocidentais deixam o Afeganistão da forma como o encontraram: nas mãos de líderes fanáticos, cruéis e extremistas. Congressistas americanos flutuam a possibilidade de impeachment do presidente, líderes de nações aliadas criticam publicamente a forma em que a retirada das tropas foi realizada, e especialistas chamam este de “o maior desastre militar dos Estados Unidos desde a derrota na Guerra do Vietnã”. Depois de todo o exposto, cabe avaliar: será que os últimos têm razão?   Como é de praxe, as potências ocidentais invadem um país lutando por ideais supostamente heróicos apoiados pela sede de sangue de suas populações após atentados como o de Onze de Setembro. “Construir uma nação nunca foi nosso propósito”, afirmou o presidente americano Joe Biden em pronunciamento. Realmente, isso é claro. A imposição de um sistema democrático ocidental em um país profundamente ligado à religião e tradição, e chefiado por líderes corruptos que recebiam dinheiro da maior potência militar do mundo, minou a confiança dos próprios Afegãos em seu governo, que, nas últimas eleições, contou com menos de 30% de participação popular nas urnas. Depois de 20 anos ceifando a vida de habitantes locais em conflitos que perderam seu propósito original e apoiando uma falsa democracia corrupta, o Ocidente mais uma vez falha no que era pra ser sua mais importante missão: proteger os direitos humanos dos Afegãos. Sem futuras intervenções e mecanismos para garantir o controle das absurdices que estão sendo impostas pelo Talibã, uma situação já complicada promete ficar ainda mais complicada, e o pior, ainda está por vir. Resta saber se dessa vez as potências ocidentais aprenderão com seus erros, ou continuarão insistindo neles.       João Vitor de Andrade Lima   Texto escrito em: 02/09/2021

por

Assinatura Termo de Entendimento do Projeto Global GG2237062 - Curso de Capacitação Eletricista de Manutenção Eletroeletrônica

Assinatura Termo de Entendimento - Projeto Global GG 2233683 - Curso de Capacitação "Aprendendo com a Reciclagem" - Lixo Eletrônico:No dia 07/12/2021, na sede da ASCOBEV - Associação Comunitária do Bairro Bela Vista, foi assinado o termo de entendimento pelo Presidente da Ascobev, Joanízio Jardim de Oliveira, e a Presidente do RC Contagem-Cidade Industrial, Jaqueline Ferreira, referente ao Projeto Global GG2233683 - Curso de Capacitação "Aprendendo com a Reciclagem, em fase de elaboração. Na ocasião, estiveram presentes o Governador 2014/2015 Julio Cesar da Silveira e Irene Caires da Silveira, Presidente e Vice- Presidente da Comissão Serviços à Comunidade, Alexandre Christo Aleixo e Ana Maria Nogueira Rezende, Companheiro Maurício Werner do RC Contagem-Cinco, os parceiros da Ascobev Ernesto Gonçalves Rolim, José Maria Carvalho, Marcos Gonçalves Dias e Rogério Roldi Rodrigues.A ASCOBEV é uma instituição sem fins lucrativos que trabalha o desenvolvimento social e econômico do bairro, em parceria com o RC Contagem–Cidade Industrial, implantou um Centro de Reciclagem de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos que, desde 2015, tornou-se um NRDC – Núcleo Rotary de Desenvolvimento Comunitário.O projeto visa promover a capacitação de 30 (trinta) jovens, com idade entre 16 a 18 anos, em Instalações Elétricas Prediais, Manutenção Elétrica Industrial e Instalação e Manutenção de equipamentos de Informática e Telecomunicações. Uma formação sustentável própria, conectada ao meio ambiente, propiciará condições de ensino-aprendizagem para os alunos, resultando em mão de obra qualificada e geração de renda.Link Instagramhttps://www.instagram.com/p/CXSKg6WAKLc/?utm_medium=copy_linkhttps://www.instagram.com/p/CXSJUeKg02E/?utm_medium=copy_linkFacebookhttps://www.facebook.com/274741300009021/posts/777718489711297/?d=nhttps://www.facebook.com/274741300009021/posts/777714523045027/?d=n

por

Um Toque Pela Vida

O projeto Um Toque pela Vida, foi realizado por nós do Interact Club de Luz, do dia quatro de outubro de 2021 ao dia 05 de outubro de 2021, tendo como maior objetivo alertar sobre o câncer de mama, e a importância de seu diagnóstico precoce, o mesmo foi realizado de forma totalmente on-line, tendo postagens em nossas redes sociais, como Instagram, Facebook e Twitter.

por

Localizar site dos clubes